quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Um dia quem sabe...

Trocentas são as cruzadas 
fico a pensar ser mandinga, 
toalhas todas ensopadas, 
como se cheiros de pinga... 

 As bolas são reboladas 
desviam perdida nos tiros, 
ecoam ranhuras nas falas, 
malditos estribilhos... 

 As contas que não se pagam 
sempre retornam ligeiras, 
passado se banha em presente 
ultrapassando fronteiras... 

 O despeito sem respeito, 
o pensar repetitivo, 
vejo tudo com defeito, 
empoeirado sem brilho... 

 Hora essa que não chega 
no proveito dos conselhos, 
o eu sempre prevalece 
da raiva guardada no peito... 

Um dia, quando for anjo 
talvez surja calmaria, 
sei que virão os arcanjos, 
do sonho que tive um dia...


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Circuito vicioso...

  Faz do livro, 
um recôndito de fuga, 
onde se procura 
por ausência das falhas 
discorre o olhar pelas letras, 
pensa e para 
quando se encontra 
na presa das malhas... 
Essas histórias tão loucas 
dá-lhe susto na boca 
quando o queixo cai, 
e n'outro parágrafo se joga, 
eis o tombo em que se esvai... 
Quando solta risos 
é engraçado, posso ver, 
coisas de bichos, de sisos, conciso, 
e tal é o trabalho, 
porque falho é o que não crer... 
E mais outro e outro parágrafo, 
outra frase, mais capítulos 
e roda o livro até o fim 
porque amanhã tem outro, 
mas... 
- Estou dura! vazio no bolso... 
Eu quero outro livro pra mim! 
 E segue os dias 
 em circuito vicioso, 
porque é assim... 


 *Pra minha filha Juliana, quando assim te vejo e espreito em suas roldanas...