domingo, 13 de outubro de 2013

Página virada

Permita-me vaguear, deixa-me ir 
 para que eu possa discernir 
Não podes ver o que vejo, 
 coisas foram feitas assim, 
 muito aquém do renegado porvir 
Não me pergunte nada, 
 daquela estrada 
somente eu posso entender, 
 é caminho feito de pedra, 
 de tudo o que resta, 
é o meu maior haver... 
Das curvas, recontei paradas, 
todas marcadas de sinais, 
letras estranhas, gregas rivais ... 
E como saber se lá não estavas? 
Sua jornada diverge da minha, 
São duas pontas de linhas, 
dando em quarta no final 
formação de encruzilhadas, 
refratário dum tempo principal... 
O que me falta é a conclusão 
talvez o que foi de errada 
pela pressa de antemão, 
não lida foi a página virada, 
de arbitrária questão...