quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Acabou, acabou...


 Na telha,
ou parede que seja
as tintas serão da veia
onde qualquer lugar
serão lavas dum vulcão
que haverão de soprar...
O prato pronto
com tempero ou sem
o que for de sobra também.
As cordas que não vibram
foram ao desgaste
na mudez da lata
sem gotas sem água
da soprada ventarola
que a lama endureceu

Porque o tempo se fechou
ressequido arrependeu
a primavera se desfez, é outonal
porque não vingou
O silêncio imbuiu-se
perdeu sentido
não mais sussurrou
quando tudo acabou, acabou...